E começou...
De repente aquele monte de crianças vindas de casa para escola com vontade de aprender, e lá estava eu: coração na mão e um monte de ideias na cabeça.
Diferente do que se pode pensar, a sala de aula para mim é um palco onde todo dia tem estreia, cada aula é um “avant premiere” com direito a soluços, mãos suadas e aquela vontade imensa de ouvir a cirene e entrar em cena. Mas para isto: disciplina. Caderno de plano, piloto, folhas de atividades e o mais importante, abservar a plateia.
O professor é um ator mambembe que tem como função seduzir a platéia para que ela tome o espetáculo da aprendizagem nas mãos. No fundo ensinar é dar ao aluno meios para que ele, descubra sua capacidade de construir seu próprio universo e ao mesmo tempo o partilhe com os demais. Por isto o Mais Educação tem um formato diferenciado, oferecendo as crianças atividades que as faça adquirir o conheciento por um caminho mais informal. Com turmas menores a identidade do aluno pode ser mais conhecida e melhor trabalhada. O professor pode identificar com mais faciidade as qualidades de cada aluno e também pode experimentar maneiras individuais de ensino. Assim o aluno tem muito mais chances de ser motivado.
Nesta semana pude perceber que a timidez é uma das barreiras a ser vencida pelos alunos. E aqui vale uma reflexão sobre o ensino. As crianças se sentem intimidadas pela nossa forma de ensinar. Estamos muito preocupados com os erros e não valorizamos o acerto e poucas vezes temos a oportunidade de incentivar as crianças com palavras simples como “Vai, você consegue”.
Nossa primeira atividade foi perguntar quais eram as dificuldades dos alunos em matemática. Assim cada aluno pode escrever porquê não entendia esta matéria e eu recebi as coordenadas para guiar o trabalho. Depois conversei individualmente com cada aluno. Assim não apenas li, mas pude ouvir o que cada um sentia em relação a matemática. E ouvir possui qualidades que não são transmitidas pela a escrita: tom de voz, brilho nos olhos, respiração, sorriso e uma série de outros encantos que só podem ser experimentados na conversa real.
Enfim, foi uma semana de descobertas e seguiremos em cartaz, montando uma trupe de crianças dispostas a construirem seus próprios caminhos e eu sigo preparando a terra e jogando sementes.
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