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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

DEIXANDO DE VIVER PARA OS OUTROS .

                                    
Resultado de imagem para força de vontadeMuitas das vezes achamos que devemos provar nosso valor para os outros ... 

Mas provar o que ?

O que precisamos ouvir de outras pessoas ? 

"Bom trabalho" , "se superando a cada dia" , "este é meu menino" , "sempre acreditei em você" . 

Será que realmente a opinião de outra pessoa importa?

Isto é normal, querer mostrar seu valor , para aqueles que nunca acreditaram em você.

Sei por experiência própria. Quantas vezes  me falaram; "você nasceu para trabalhar na roça e nada mais" ."Um cara que tem um ensino no interior, que mal aprendeu a ler ( risos sarcásticos)  que futuro ele tem  ?" "Mal vai conseguir terminar o supletivo" Ouvi isto tantas vezes que um dia decidi que seria alguém na vida e iria voltar e, esfregar  na cara daqueles que me diminuíram, as minhas conquistas. Eles teriam que engolir palavra por palavra. 

Estou me tornando a pessoa que desejava ser. Estou feliz sim, e amo minha profissão. Adoro ensinar as crianças e fiquei tão envolvido pela alegria de ensinar que acabei desistindo da minha vingança. Medo? Não ! 

Descobri que a única opinião que importa é nossa , pois somos os únicos que podemos decidir o que vamos ser na vida....

Ensino para meus alunos que eles podem ser o que eles quiserem , que o mundo é bem maior do que uma sala com suas quatro paredes .... Só existe uma regra para se chegar aonde  se deseja . E esta regra é ter força de vontade ...


                                              FIM

sábado, 24 de junho de 2017

O PRIMEIRO PRECONCEITO.

 
                 Somos o país dos preconceitos: negros, nordestinos,  mulheres, pobres e diferentes que  digam... Porém o que pouca gente  presta atenção é que todos estes preconceitos tem origem em nosso terrível preconceito intelectual...
                Calma, não farei aqui uma discurso em defesa da leitura ou coisa parecida, porque todo mundo sabe de sua importancia para o desenvolvimento intelectual de um país. Monteiro Lobato já  cantou a bola lá nos anos 20 do século passado. “Um país se faz com homens e com livros.” Quero te convidar à refletir sobre nosso ódio secreto pela leitura. Sim! Odiamos a leitrua de forma freudiana, como um desdobramento do complexo de Édipo.
                A criança vê o livro como objeto de poder e precisa devorá-lo para assimilar o conhecimento, no entanto o processo só se dá em um ambiente letrado. Caso contrário, o processo se transforma numa frase retórica: “Eu gosto de ler” e ponto. Não há o processo de conhecimento do mundo. Passa-se a viver pelos instintos interpretados pelas frases do Facebook. A capacidade de compreensão torna-se limitada e dela surgem os preconceitos. Ideias pensadas por cada um de nós com a pretensão soberba e idiota de que o mundo caminha de acordo com o que pensamos ser. Uma limitação  que emperra o desenvolvimento e custa vidas.
                No entanto não é preciso apenas desenvolver a leitura como um prazer. A leitura deve ser fundamentada na coragem e no apetite. Coragem de ler o que não nos agrada, mas que é fundamental  compreender  para confirmar nossas certezas. O apetite é a capacidade de ler de tudo a fim de criar nossa visão pessoal do mundo sem querer escravizar os outros com nossas ideias. Mas para isto é preciso despertar a curiosidade, o desejo de conhecer mais e melhor aquilo que nos encantou ou assustou.

  Para isto precisamos de professores encantadores, artistas, que fazem de uma aula de português um sarau de poesia ou de uma aula de ciências um convite aos livros de Julio Verne. O problema é que confundimos o conhecimento com autoridade, com poder de dominação, e estamos sempre falando pras crianças que elas precisam aprender para não serem escravos... Por que não ensinamos os alunos a serem artistas? Por que insistimos tanto em tornar o menino num guerreiro?
                O conhecimento é libertador...Liberta nossos sonhos e nos faz cada vez mais humanos... E a arte é a maior evidencia de nossa humanidade.
                Ler, não por obrigação pra ter um emprego, mas para criar empregos.
               




Nunca fui como todos...

Nunca fui como todos  Nunca tive muitos amigos  Nunca fui favorita  Nunca fui o que meus pais queriam  Nunca tive alguém que amasse  Ma...